2pAC

 

No último dia 13 de fevereiro o clássico All Eyes On Me, de Tupac Shakur, completou 21 anos do seu lançamento. Como fã do artista e do álbum, o nosso Big Boss Juliano compilou uma série de depoimentos de artistas e amigos com influência direta em cada faixa do álbum. Com créditos a Ricardo Nefasto que tambem manja muito do rapper. Além de uma ótima resenha e leitura para agregar conhecimento, 2Pac é um clássico e merece ser escutado.  E tem mais resenha por vir.

1- Ambitionz Az A Ridah

Dave Aron: Essa foi a primeira música que fiz com Tupac. No dia que ele saiu da cadeia ele não foi pra clube nenhum. Ele não queria umas minas. Ele foi direto pro estúdio como se estivesse numa missão, e foi lá e gravou “Ambitionz Az A Ridah” e “I Ain’t Mad At Cha.” Tupac tinha acabado de sair da cadeia. Eu vi Suge lhe dar o medalhão da Death Row naquela mesma noite. Ele chegou no apetite. Ele estava pronto pra arrebentar. Ele estava empolgado, muito concentrado, cheio de energia – muita energia mesmo. E posso lhe dizer que ele estava numa missão. Ele tinha uma visão bem ampla do que estava acontecendo, e ele queria fazer tudo o quanto antes possível.
Daz Dillinger: A idéia foi minha de pegar um sample de Pee Wee Herman. Então se você ouvir Pee Wee Herman [The Champs “Tequila”], eu só dei um toque gangsta a música. Eu dei ela pro Pac. Voltei pro estúdio e estava pronta.
Kurupt: No primeiro dia que ele saiu da cadeia ele gravou “Ambitionz Az A Ridah”. Suge Knight que trouxe ele. Começaram a falar no escritório que ele estava chegando. Todos que ficaram sabendo foram pro estúdio. Eu cheguei um pouco depois, e quando entrei, Daz já tinha começado com a batida. Tupac não estava no estúdio não fazia nem 45 minutos e ele já tinha o primeiro verso pronto. Rápido pra caraio. Ele não queria nem descansar; ele só queria o microfone. Não importa a hora que ele chegou em Los Angeles, duas horas depois, a música estava pronta.
“Pac desencadeia toda sua ira nessa faixa de abertura do disco duplo. Fica evidente que Pac tem muito a dizer nesses 3 longos versos, nos quais ele fala sobre inveja, envolvimento do Governo em sua vida, e os problemas que parecem seguir o rapper onde quer que ele vá. Tudo isso em cima de uma produção louca de Daz, completa com violinos e toques de violão.”

2. All Bout U

Dru Down: Era eu, Pac, Big Syke, Rage e alguns Outlawz no estúdio. Sempre tinha umas vadias no estúdio também. O unico problema era os Outlawz – Hussein Fatal e Yafeu Fula (Kadafi) – eles iam cantar também nessa música, eu ia fazer um interlúdio no começo, e eles no final. Então os moleques começaram a zoar tudo lá. Eles não conseguiam fazer a parada. Eles estavam doidão e totalmente bebados. Eles estavam na cabine do microfone e estavam zoando o barato, ai o Tupac disse, “Vocês dois some dessa porra agora. Que merda é essa que vocês estão fazendo.” Eles só queriam zuar. Estavam demorando muito, gastando tempo. Eles sairam de lá rapidinho, sumiram.
Johnny J: Essa foi uma das músicas mais engraçadas que fiz com Tupac… Eu useu uns cortes da velha escola de Cameo [1986 single, “Candy”]. Nate Dogg, Snoop, todos eles sentados com os mics, fazendo o deles. De repente eu ouvi o Nate Dogg cantando: “Toda a cidade que nós vamos. Todos os vídeos…” E eu falei, “Nate, você tá zuando né mano, joga limpo.” Ele chegou pra mim e disse, “Não mano, to falando sério. O refrão vai ser esse, a gente tá falando sobre videos com minas.”
Nate Dogg: Era eu, Pac e Snoop, e estavamos falando sobre todas as garotas que a gente conhecia. Essa idéia veio de um video que a gente tava vendo. Estavamos fazendo um video e foi engraçado, se não era o Snoop que conhecia a mina, Tupac conhecia, ou era eu. Era tipo assim, “Caralho, todo lugar que eu vou, só vejo as mesmas minas.” E foi assim que veio a idéia da música. Do jeito como sempre foi: um pouco de licor, uns baseados, e a gente tava no ponto. Pac era foda nos versos. Ele fazia vários. Nos divertimos pra caramba aquele dia, e assim a música saiu.
“A mesma mina todo lugar que vamos! 2Pac, Nate Dogg e os Outlawz se juntam nessa música falando sobre ver sempre as mesmas minas constantemente. Um verso muito louco de Fatal completa esse som. Contém pequenas participações de Dru Down e Snoop Doggy Dogg. A batida fica por conta de Johnny J.”

Salve Salve Thugs

3. Skandalouz

Nate Dogg: Esta música foi feita em 10 minutos. A batida já estava feita. A gente não vai pro estúdio e fica esperando os outros fazerem a batida. Nunca ficamos no estúdio esperando muito. Trabalhar com Tupac era como trabalhar com seu irmão mais novo. Ele era um moleque do caralho, cheio de vida mesmo. Ele tinha uma oportunidade e abraçava grandão. Ele não queria ir para a Death Row Records. E ele teve uns 3 ou 4… Não sei ao certo quantos contratos ele teve. Mas ele não queria ficar lá. Então ele fazia de 2 a 3 músicas por dia.

“2Pac conta estória de chavecos nas minas, enquanto Nate toma conta do refrão. Boa produção de Daz.”

4. Got My Mind Made Up

Daz Dillinger: Fizemos aquela música na minha casa. Kurupt trouxe Method Man e Redman pra minha casa. E Inspectah Deck estava envolvido na música também. Ele estava no final – “I.N.S., the rebel…” Somente a voz dele. Eles tinham gravado a voz dele. Pegaram os versos dele e deixaram de fundo porque soava legal. A música originalmente era de Tupac. Eu transferi ela pra casa do Dr. Dre e deixei lá com ele. Depois ouvi Tupac dizendo, “Eu fiz um som com Method Man e Redman. Dre fez a batida.” Foi o que o Dre disse pro Pac. Foi assim que começou toda a treta entre 2Pac e Dre. Mas ai eu falei pro Pac, “Essa batida foi eu que fiz.” Tupac me perguntou, “Você fez isso?” Dai começou a treta entre Tupac e Dre. Dr. Dre estava levando o crédito por trabalhos que ele nem estava envolvido, ele nem mesmo aparecia por lá.
Kurupt: A original era eu, Rage, Redman, Method Man e Daz. Eu disse pro Daz, “Mano, essa batida é louca, a gente precisa mandar umas rimas nela, vamos lançar ela no Dogg Food.” Nós fizemos ela quando estavamos lançando o Dogg Food. Quando Pac chegou em casa, coloquei pra ele ouvir e falei pra ele “Você quer essa batida? Pac chegou na mesma hora e falou “Mas é claro, quero sim, venha!” E ele fez o verso dele no lugar de onde ia ser o da Rage, a Rage disse que ia mandar a rima dela em outra música qualquer, e foi assim que a música foi parar no album de Pac. Eu, Method Man, Redman, Daz e Rage – essa era a gravação original, e Inspectah Deck falava no final. Ele que você ouve no final dizendo: “Wish… this…bliss…” O Inspectah Deck. Eu mesmo fui pegar ele, Redman e Method Man e levei pra casa do Daz. Terminamos a música em mais ou menos 3, 4 horas. Saiu tudo legal, mas nós não iamos usar ela, porque o Daz não queria mixar e fazer todo o trampo. Acabamos dando ela pro Pac quando ele saiu, Suge sempre dizia, “Quando é hora de trabalhar num projeto, todos precisam dar o máximo de si, não importa qual seja o projeto.”
“Essa faixa é a que mais tem o estilo East Coast, Daz e Pac com um estilo bem gangsta, depois vem os outros MCs. Kurupt começa com um verso cheio de metáforas. O próximo é Ticalian Stallion, depois vem Method Man como sempre acompanhado de Redman para terminar o som. Essa é a única música do CD com um estilo East Coast.”

5. How Do U Want It

Dave Aron: Danny Boy estava no refrão no começo. Eu até já tinha mixado. E de ultima hora Tupac queria colocar K-Ci e JoJo no refrão. Talvez tenha sido uma decisão dele e de Suge Knight, nem sei.
K-Ci: Uma noite estavamos descansando em casa, e Suge Knight nos ligou, porque eramos muito amigos da familia Death Row e os caraios. Ele me perguntou se queria fazer uma música com Pac e nós na hora, “Claro mano, porque não!?” Ele é nosso mano. Então fomos pro estúdio naquela mesma noite que recebemos a ligação. Mano, nós tiramos muita onda no estúdio, nos divertimos pra caramba, pra um bom entendedor da pra saber oque estavamos fazendo lá. Estava cheio de mulheres lá, fazendo o que a gente queria. A canção era muito quente. A parte engraçada foi no começo, Pac estava tentando cantar, tentando nos mostrar como deveria ser. E eu falei pra ele, “Eu sei o que você quer Pac, mas não está saindo muito bom.” De qualquer jeito, ouvimos a rima dele e “Mano, eu estava errado, o maluco quebrou tudo agora.”
“Uma das músicas mais obcena do album todo, e pra completar ainda tem um refrão bem sugestivo de KC & Jojo.”

6. 2 Of Amerikaz Most Wanted

Dave Aron: Estavamos no estúdio e Pac também, juntamente com Snoop. Depois chegou o Suge, e foi antes deles fazerem “2 Of Amerikaz Most Wanted.” Suge era tão grande, e ele estava só andando por lá. Snoop é um pouco alto, mas ele é bem magro. Suge pegou Tupac e agarrou ele com uma mão e fez o mesmo com Snoop com a outra mão, quase apertando os dois juntos e disse, “Eu acho que vocês dois deveriam fazer uma música juntos. Vai ficar muito louco.” Fiquei impressionado com o tamanho de Suge, ainda mais ele levantando e juntando os dois. E assim os dois acabaram fazendo a música.
Daz Dillinger: Pac estava em julgamento. Snoop estava em julgamento. Havia muita quimica entre os dois.
“O conceito da música realmente reflete a época! Ambos 2Pac e Snoop Doggy Dogg mandaram a idéia real e da forma correta, detalhando como os federais queriam eles fora dos olhos do público. Uma batida muito gangsta feita pelo Daz. Um sucesso nos clubes… Quem imaginaria que isso aconteceria?”

7. No More Pain

Dave Aron: Eu estava no estúdio várias horas, 20 hs, 22 hs, 23 hs. As 03 da manhã DeVante apareceu por lá. Ele queria fazer alguns ajustes antes de mixar a música. Era uma faixa bem dispersa. Mas as partes de teclado que ele colocou ficaram bem sinistras. Pac estava muito quieto aquela noite. Muito focado. Era interessante ver ele trabalhando. DeVante terminou mais ou menos as 5 ou 6 da manhã e disse, “Vamos mixar agora. “Finalizamos tudo naquela mesma noite. Foi uma noite muito longa.

“Pac assassina aos poucos nessa pancada sonora feita por DeVante’ do Jodeci. Essa música basicamente é um “aviso/não foda comigo”
8. Heartz Of Men

Dj Quik: O barato foi louco. Me tomaram muito crédito naquela éepoca. Rolava umas paradas erradas por lá as vezes, e se você não chegasse lá no escritório com Roy Tesfay [assistente de Suge Knight] e lhes dar créditos, você tá fudido. Me fuderam. Eu fiz vários remixes naquela música, e não levei nenhum crédito por isso. Eu fiz um monte das batidas que eles lançaram soar melhor do que o resultado final, e em pouquissimo tempo. Em 2 dias, eu remixei 12 músicas. Mas se for pra ver mesmo, “Heartz Of Men” foi a unica que eu realmente produzi. Tupac estava nervoso. Ele estava irritado porque ele queria falar sobre algo e meu trampo como produtor é fazer com que tudo se encaixe perfeitamente para ele poder mandar a idéia dele. E eu acho que conseguimos nos acertar. Uma batida bem irada para ele descarregar toda a sua ira.Tupac era um artista completo, ele pensava em suas rimas antes mesmo de escrever. Ele se tornava parte da música, como se ele soubesse que o barato fosse durar pra sempre. Ele era meticuloso no modo como ele escrevia certas músicas. O meu ponto é o seguinte, aquela música era louca, assim como Tupac, ele é uma lenda, mas mesmo assim eu sou o produtor e eu tenho que dizer o que eu gosto e não gosto, e apontar solução pra deixar a música mais perto da perfeição, se não pudermos deixa-la perfeita. Eu tinha que discutir com ele as vezes, mas na maioria das horas, ele era como um fantasma. Tipo assim. “Não é pra você estar aqui.” E lá estava ele em carne e osso. Discutiamos quase toda hora, ele chegava pra mim, “Vai se foder Quik, porque você fica pesando na minha por causa da porra dos backgrounds?” E eu fala pra ele. “Se você deixa-las perfeitas, eles ficarão perfeitas pra sempre. Mas se você der uma mancada só, ela vai estar fudida pra sempre.”
“A levada mais constante de Pac no album todo sobre uma batida de Dj Quik com colagens de Richard Pryor. Uma música muito boa com o uso de instrumentos de sopro.”

9. Life Goes On

Dru Down: Esta era uma coisa mais séria. Quando o som era sobre um assunto sério, não ficavam muitas pessoas no estúdio. Quando o negro queria ser sério era foda, Pac jogava uma cota de maconha na mesa de mixagem – uma cara boa – e começava a escrever. E todo mundo tinha que ficar quieto. O barato era sério mesmo, todo mundo calado.
Johnny J: As vezes tinhamos pessoas lá que você ve que são os manos das ruas, alguns correrias, eles são uns malucos durões, mas eles cairam em lágrimas. Eu não podia acreditar que estava vendo aquilo. Aquela música deixou vários manos todo sentimentais.
“Uma música muito emotiva que pode fazer o maluco mais durão chorar. Como “Dear Mama” Pac teve sucesso novamente em tocar a audiência emocionalmente.”

10. Only God Can Judge Me

Dave Aron: Eu acho essa um pouco introspectiva. Bem direta. As batidas do Doug não eram muito complexas. Elas normalmente são compostas de poucos loops e algumas percussões e com uma batida forte. Eu gravei o vocal do Rappin’ 4-Tay pra essa música. Ele é um cara engraçado. Ele esta se tornando um pimp agora. Ele se encaixa perfeitamente nos moldes de Oakland.
“A música mais política de todo o album! Pac não somente usa sua própria experiência nessa músicas, mas ele também usa de seu conhecimento político para falar sobre a condição do jovem negro. Um clássico que ainda hoje chama a atenção de todos. Bom verso de Rappin 4-Tay, mas parece que ele não está na mesma sintonia de Pac, falta o efeito que Pac coloca em seus versos.”

11. Tradin War Stories

Napoleon: Essa música foi pessoal pra mim. Quando eu tinha 3 anos de idade eu vi meus pais sendo assassinados na minha frente. Eu fui baleado no pé. Então nessa música eu falo sobre isso. Eu canto assim, “os manos querem trocar história de guerra, eu vi minha primeira história de guerra aos 3 anos.” Pac sabia o que tinha acontecido com meus pais, ele gostou de me ver falando sobre aquilo. Ele sabia que era verdadeiro. Quando Pac me achou e me tirou das ruas, ele viu o que eu estava passando com tão pouca idade. Acho que foi por isso que ele me envolveu, não porque ele tinha pena de mim, mas porque ele tinha um grande coração. Ele viu esse irmão aqui perder seus pais e disse, “Eu me sinto na obrigação de ajudar esse mano.”
Rick Rock: Eu nem se de onde tirei a porra do sample. Acho que foi Dionne Warwick ou algo parecido. Quando terminei de faze-la com Pac eu disse pra ele “It’s A Man’s World.” E pra ele tava beleza, mas eu não sabia de quem era. Eu sabia que não era de James Brown. Eu peguei de algum outro lugar, mas parece com “A Man’s World.” Eu não consigo me lembrar, porque eu costumava fazer as batidas e deletar os meus samples. Eu deixava tudo os baratos num disco. Quando eu vim pra California eu cheguei com uma mala cheia de discos.
Essa é pras ruas. O conceito é sobre os OG (old gangstas, gangstas veteranos) com credencias contando suas estórias de guerra. C-Bo manda um verso monstro, bons versos de EDI e Storm dos Outlawz, mas Napoleon rouba o show contando como foi testemunhar o assassinato de seus pais.

12. California Love (RMX)

Tommy Daugherty: Foda-se, vou falar a real: Dre não teve nada a ver com essa música. Ele nem mesmo gostou da idéia de Tupac ter vindo pra Death Row, acho que era algo de simpatizar mesmo, porque me lembro dele dizer, “Então é isso, estou fora da Death Row agora que esse Tupac entrou.” E eu falei pra ele, “Que porra é essa?” Se você olhar no album você vai ver, ele não fez porra nenhuma no All Eyez On Me exceto “California Love,” que era pra ser o primeiro single de seu CD que iria sair “Aftermath”. Então Suge Knight ouviu isso e disse “Foda-se”, e correu até a casa do Dre e mandou ele colocar Tupac na música também. Então ele perdeu o primeiro single do Aftermath, e se tornou o primeiro single do Tupac. A versão original tem uns 3 versos do Dre, a unica pessoa que tem a versão original é DJ Jam, que era DJ do Snoop. Então foi isso que ocorreu, Suge chegou e disse, “Foda-se, não quero saber, essa música vai ser do Tupac, e vai ser o single do CD dele.” E depois a música arrebentou em tudo que é lugar. Suge Knight não era nem um pouco idiota.
“Quem consegue esquecer esse sucesso do ano de 1996 com participações de Dr. Dre e o artista do Zapp, o finado Roger Troutman? Embora essa não seja a versão que se tornou sucesso nas rádios e video clipes dá pro gasto. Talvez seja melhor que a original. A batida é um tipo de orquestra, o conhecido G-Funk de Dre, que é perfeita para Pac demonstrar o seu amor por Cali. Clássico!”

13. I Ain’t Mad At Cha

Kurupt: Sabiamos quando ela estaria pronta. Pac ouviu a batida e ficou doido. Ele chegou, “Mano, é isso mesmo que eu quero.” Sentamos e bebemos e Daz estava trampando na música, e quando Pac estava trabalhando ele não se distraia pra nada. Ele ficava dizendo, “vamos nessa porra, vamos ae caralho, vamos trabalhar porra.” Ele ficava puto quando os caras trampavam muito devagar. Ele era assim. Ele intimava todo mundo mesmo, chega tipo “Na boa mano, que porra é essa? Isto não é tão dificil assim. Tudo que você tem que fazer é apertar a merda do botão ‘Gravar’. Aperta a droga do botão logo!”
“O terceiro single do album mostra a boa química entre 2Pac e Danny Boy. Pac faz o que ele sabe fazer de melhor cantando três versos muito emotivos enquanto Danny Boy detona com seu comovente refrão.”

14. What’z Ya Phone #

Danny Boy: Tupac era uma lenda viva, e acho que ele nem sabia disso. Apareciam mulheres a todo tempo, como em todos os estúdios. Se você é homem, solteiro, ai é aquela vida. Você vai ter todas as coisas que a indústria da música pode oferecer pra você. Elas estavam sempre lá. A ligação telefonica na música é real. O que você ouvir nessa música é a mais pura verdade. Pac recebia aqueles tipos de ligação durante o dia todo. Nós ficavamos zuando no estúdio. Colocamos uns microfones perto do telefone e gravamos, não falamos o nome das garotas porque provavelmente ela não quer que a mãe dela saiba que ela faz ligações daquele tipo. Era umas minas bem vadias.[risos]
Dave Aron: Naquela canção, uma garota que era secretária ligou pro Tupac pra conversar com ele. Eu coloquei o micfrone no telefone – um pequeno microfone que nós tinhamos – e eles tiveram aquela conversa. Eles foram muito criativos. Eles apareciam com as idéias, e se eles quisessem realmente fazer aquilo, eu era o cara que facilitava tudo. A gente gosta de fazer as coisas assim.
Johnny J: Esta provavelmente é uma das músicas mais explicitas que eu já fiz. Bem pesada mesmo. Sexo, Sexo e mais Sexo.
“A música com uma batida estilo pornô é a única que para mim não deveria estar no album. A batida por si própria soa como um filme Pornô com uma música ambiente. Embora não seja ruim, não é nem de perto a melhor do album. Sexo por telefone em uma música rap não funciona muito bem.”